A Apple anunciou hoje a atualização do MacBook Air com o novo chip M5. Se por fora nada mudou, por dentro a empresa fez ajustes que os usuários cobravam há anos. O grande destaque não é nem o processador, mas sim o fato de a versão de entrada finalmente vir com 512GB de armazenamento, acabando com a “mesquinharia” dos 256GB que limitava o modelo mais popular da linha.

Chip M5: O que melhorou de fato?
O M5 tem CPU de 10 núcleos (a Apple diz que é a mais rápida do mundo em notebooks finos), GPU de até 10 núcleos com ray tracing de terceira geração e Neural Engine dedicado em cada núcleo. A memória unificada chega a 153 GB/s de largura de banda — 28% a mais que o M4. O SSD é duas vezes mais rápido em leituras/gravações, e o armazenamento base agora é 512 GB (dobro do que vinha antes).
Benchmarks reais destacados pela Apple (e que costumam se confirmar em testes independentes):
| Categoria / Software | Ganho vs. M1 | Ganho vs. M4 | vs. Concorrência (PC) |
| Tarefas de IA (Geral) | 9,5x mais rápido | 4x mais rápido | — |
| Upscaling de Vídeo (Topaz) | 6,9x mais rápido | 1,9x mais rápido | — |
| Render 3D / Ray Tracing | 6,5x mais rápido | 1,5x mais rápido | — |
| Edição de Imagem (Affinity) | 2,7x mais rápido | 1,5x mais rápido | — |
| Navegação Web Pesada | — | — | 50% superior ao Intel Core Ultra X7 |
Além disso, vem o chip N1 para Wi-Fi 7 (velocidades teóricas bem maiores em redes compatíveis) e Bluetooth 6 — coisas que o M4 não tem.
É um upgrade grande? Depende de onde você vem:
- Do M1 (2020): sim, salto enorme em tudo, especialmente IA e tarefas criativas pesadas. Vale muito se o seu Mac está lento.
- Do M4 (2024): moderado. Ganho de 1,5x a 2x em apps reais, 4x em IA, SSD mais rápido e o dobro de armazenamento base. Para uso diário (navegação, Office, streaming), o M4 ainda segura bem — muita gente vai achar que não justifica trocar agora. Para quem edita vídeo, faz 3D, usa IA local ou quer preparar para o futuro (Apple Intelligence crescendo), aí sim faz diferença.


Bateria: Continua boa, mas sem salto
Até 18 horas em uso misto, igual ao M4. São 6 horas a mais que modelos antigos com Intel, mas na prática não espere milagre em relação ao anterior. Recarga rápida via MagSafe (50% em ~30 min). Se você vive plugado na tomada, não muda nada; se roda o dia todo sem fio, é confiável como sempre.
Design, tela, câmera e áudio: Quase tudo igual
- Tela Liquid Retina (500 nits, 1 bilhão de cores) — sem ProMotion ou mini-LED aqui.
- Câmera 12 MP com Center Stage + Visualização de Mesa, agora com Borda Luminosa (iluminação extra no rosto em chamadas).
- Três microfones e som com Áudio Espacial/Dolby Atmos.
- Duas Thunderbolt 4 (suporta dois monitores externos), MagSafe, sem ventoinha (silencioso sempre).
Cores:
Azul-céu, meia-noite, estelar e prateado. Não houve nenhuma cor nova introduzida — o lineup é idêntico ao do M4 (lançado em 2024/2025). A Apple manteve exatamente as mesmas quatro opções, sem adicionar tons vibrantes ou mudanças como um possível “rosa” ou outro acabamento que alguns rumores antigos sugeriam. O azul-céu segue como o mais “diferenciado” (substituiu o antigo Space Gray no ciclo anterior), mas visualmente é o mesmo Air de sempre, sem surpresas no exterior.
Nada revolucionário no hardware externo — é o mesmo design fino e leve, só com chip novo por dentro.
Preços e disponibilidade no Brasil
Pré-venda a partir de 4 de março (10h15 horário de Brasília), nas lojas a partir de 11 de março.
- 13 polegadas: R$ 13.999 (educação: R$ 12.699)
- 15 polegadas: R$ 15.999 (educação: R$ 14.799)
Configurações base: 512 GB + 16 GB RAM (até 32 GB RAM e 4 TB SSD). No lançamento, o M4 de 15″ estava saindo por volta de R$ 13.949 em promoções — então o M5 chega mais caro, o que faz muita gente esperar desconto ou pensar duas vezes.
Vale a pena comprar agora?
| COMPRE SE… | ESPERE OU NÃO COMPRE SE… |
| Você vem do M1, M2 ou M3: O salto de performance (especialmente em IA) e as melhorias de tela e câmera justificam o investimento. | Você já tem um M4 recente: A menos que você trabalhe especificamente com render 3D ou IA pesada, o ganho no uso comum não será tão perceptível. |
| Trabalha com IA ou Edição: Se você usa softwares como Blender, Affinity ou Topaz Video, o ganho de até 9,5x (vs. M1) é transformador. | O uso é apenas básico: Para navegar, estudar e ver filmes, o M4 (ou até o M3) continua sendo uma máquina excepcional e deve baixar de preço em breve. |
| Quer o “Kit Moderno”: Se você faz questão de Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e já quer sair da loja com 512GB de SSD sem pagar extra pelo upgrade. | Você busca o melhor custo-benefício: Fique de olho em promoções de queima de estoque do modelo M4 ou aguarde a Black Friday para pegar o M5 com desconto. |
Resumindo: é um refresh sólido, não uma revolução. O M5 deixa o Air mais preparado para o futuro da IA (com armazenamento dobrado e conectividade moderna), mas o upgrade real é incremental para quem já tem o M4 — e as cores sem novidade reforçam que o visual não mudou nada. Se o seu Mac atual aguenta, não corre — o próximo ciclo pode trazer mais mudanças.
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