Na edição mais recente da sua tradicional newsletter Power On, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, voltou a trazer bastidores quentes sobre os rumos do Apple Watch. Segundo ele, o relógio inteligente da Maçã está cada vez mais perto de passar por uma revolução profunda — algo bastante aguardado após anos de atualizações visuais discretas, inclusive desde o redesign introduzido no Apple Watch Series 10.
A má notícia para quem esperava por esse novo visual já nos lançamentos deste ano é que o projeto mais encorpado deve demorar pelo menos mais um a dois anos para chegar ao mercado. Isso significa que a geração atual do smartwatch ainda tem algum caminho a percorrer antes dessa grande virada de chave.
O sonho da medição de glicose sem picadas
Um dos pontos mais fascinantes reforçados por Gurman é o progresso contínuo no desenvolvimento do medidor de glicose no sangue não invasivo. Essa ambição — que vem desde a era de Steve Jobs — é considerada o “santo graal” das tecnologias de saúde vestíveis, pois pretende permitir o monitoramento dos níveis de açúcar no sangue sem a necessidade de tirar sangue ou furar o dedo.
Embora o desenvolvimento esteja avançando nos laboratórios de Cupertino, a expectativa é que essa funcionalidade dê as caras apenas mais para o final desta década, quem sabe desembarcando em conjunto com essa reformulação de design mais profunda.
O que esperar para o final deste ano: Series 12 e Ultra 4
Enquanto os grandes saltos de design e sensores de glicose não chegam, a Apple prepara os retoques finais para o lançamento dos novos Apple Watch Series 12 e Apple Watch Ultra 4, esperados para o segundo semestre.
De acordo com as apurações do jornalista, os modelos já estão em fases avançadas de testes internos sob os seguintes codinomes:
- Apple Watch Series 12 (Wi-Fi): codinome N237
- Apple Watch Series 12 (Wi-Fi + Cellular): codinome N238
- Apple Watch Ultra 4: codinome N240
Para esta geração de 2026, a promessa é de um salto bem-vindo em processamento e velocidade, quebrando o ciclo de reaproveitamento do chip S9 (de 2023) que perdurou nas gerações recentes. Além disso, o foco estará em melhorias internas voltadas para o rastreamento de saúde e atividades físicas.
Já para quem aguarda uma renovação na linha de entrada, Gurman considera bastante improvável a chegada de um “Apple Watch SE 4” este ano. A ausência de vazamentos sobre o modelo e o histórico da Apple — que costuma espaçar mais os lançamentos da linha SE, como ocorreu entre a segunda geração e o modelo mais recente — indicam que a versão acessível deve demorar mais um pouco para ser atualizada.
A Opinião do Onloading
O cenário desenhado por Mark Gurman mostra que a Apple está calibrando o ritmo das suas inovações. Deixar o redesign mais radical do relógio e o sensor de glicose para daqui a um ou dois anos é uma escolha consciente: permite lapidar tecnologias hipercomplexas enquanto mantém a linha atual atrativa com um novo processador e sensores de saúde aprimorados no Series 12 e Ultra 4.
Para quem já tem um Apple Watch recente, a mensagem é clara: não há pressa para trocar de aparelho se você procura uma revolução estética. Mas, para a indústria de vestíveis, saber que a Maçã continua perseguindo o monitoramento de glicose sem picadas é a prova de que o relógio continuará sendo a principal ferramenta de saúde preventiva do mercado no futuro. E todos os desfechos dessa evolução você continua acompanhando aqui com a gente no Onloading.
E para você, o que mais te atrairia no futuro do Apple Watch: uma mudança visual completa ou recursos avançados de saúde como a medição de glicose? Compartilhe sua opinião marcando a gente como @Onloadingon nas redes sociais — a conversa continua em tempo real lá no Threads!
Um abraço,
Equipe Onloading.


